Em um marco histórico, a Alemanha produziu mais eletricidade a partir de fontes eólicas e solares do que de combustíveis fósseis em 2022. De acordo com dados do Energy Institute, um think tank londrino, as energias renováveis representaram 44% da eletricidade do país, enquanto os combustíveis fósseis contribuíram com aproximadamente 43%.
A transição energética alemã
Esse avanço é parte da iniciativa conhecida como "Energiewende", que busca aumentar a utilização de energias renováveis e eliminar gradualmente o uso de gás, carvão e energia nuclear. Em 2023, a Alemanha desativou suas últimas usinas nucleares, uma ação que marca um passo significativo rumo a seus objetivos de sustentabilidade.
O país se propõe a eliminar o uso de carvão até 2038, embora especialistas estimem que essa meta possa ser alcançada antes do previsto. Além disso, até 2045, data estabelecida para atingir emissões líquidas zero, a Alemanha planeja converter as usinas movidas a gás restantes para o uso de hidrogênio verde.
Facilitação de projetos renováveis
Para apoiar a expansão das energias eólica e solar, o governo alemão implementou medidas para simplificar o processo de licenciamento de projetos de energia renovável. As autoridades digitalizaram o sistema de permissões, agilizaram aprovações e declararam a energia limpa como de "interesse público superior", o que confere proteção legal aos projetos contra contestações.
A Alemanha possui a terceira maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, e é a maior economia da Europa. Sua adoção de energias renováveis não apenas impulsiona sua própria transição energética, mas também influencia a União Europeia (UE) na busca por fontes de energia mais limpas.
Em 2022, pela primeira vez, a UE também registrou que a energia eólica e solar superou os combustíveis fósseis, com 30% da eletricidade gerada por essas fontes, enquanto os combustíveis fósseis representaram 29%. A energia nuclear e a hidrelétrica completaram a matriz energética do bloco europeu.
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