Quatorze candidatos nas eleições de 2026 concentram mais de R$ 100 milhões em multas ambientais aplicadas pelo Ibama e ICMBio nos últimos dez anos, segundo levantamento da ASCEMA Nacional.
Foram considerados candidatos que acumulam individualmente pelo menos R$ 1 milhão em autuações. Os valores foram aplicados por infrações que incluem destruição de vegetação nativa, desmatamento, exploração de áreas protegidas e operação de atividades potencialmente poluidoras sem licença.
Sete dos candidatos estão ligados a autuações registradas no Pará, sobretudo em municípios como Altamira e São Félix do Xingu, dentro ou nas bordas da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, uma das regiões da Amazônia mais atingidas pelo desmatamento ilegal nos últimos anos.
A multa ambiental, mesmo que milionária, não torna uma pessoa inelegível. A multa é uma sanção de natureza administrativa ou pecuniária. Para que haja inelegibilidade por causa ambiental com base na Lei da Ficha Limpa, o candidato precisa ter uma condenação criminal definitiva ou proferida por órgão colegiado por crime ambiental previsto em lei.
Risane Mazzetti, coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, pontua que o eleitor pode e deve considerar o histórico do candidato na agenda socioambiental como informação relevante para avaliar candidatura, especialmente quando se trata de candidatos à reeleição e integrantes de bancadas com históricos recentes de desmonte da legislação ambiental.
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