A China está intensificando a produção de carvão e aumentando suas exportações de combustíveis fósseis em resposta ao aumento dos preços internacionais, especialmente do diesel.

A elevação dos preços do petróleo atingiu cerca de 3% recentemente, informou a Bloomberg. O diretor geral da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, também comentou sobre a situação.

O governo chinês pediu aos mineradores locais para manterem uma produção estável após um aumento nas cotações do carvão térmico no mercado spot no início deste mês. Os preços do carvão térmico atingiram seu nível mais alto em três anos, segundo relatório da Bloomberg.

A China reduziu a participação do carvão em sua matriz energética, mas o combustível ainda é crucial, representando 49,7% da geração de energia no primeiro semestre deste ano. É a primeira vez que o carvão representa menos de 50% da geração total de energia.

A diminuição da dependência do carvão foi impulsionada pelo crescimento das instalações de energia eólica e solar, que são as maiores do mundo. No entanto, mesmo com investimentos significativos em energias renováveis, a China ainda depende do carvão para garantir a segurança energética.

A China planeja que as energias limpas representem 30% da sua geração de energia até 2030, contra cerca de 22% atualmente. Embora a energia eólica e solar sejam consideradas a base da matriz energética futura, o carvão continuará a crescer e a servir como um respaldo flexível para a segurança energética.