A presença de moscas-sirfídeo contribuiu para reduzir a população do pulgão-do-sorgo (Melanaphis sorghi) em lavouras de sorgo forrageiro de Minas Gerais. O resultado foi observado em áreas sem aplicação de inseticidas, onde a preservação de insetos predadores favoreceu o controle biológico da praga.
Moscas-sirfídeo atuam sobre o pulgão
O pulgão-do-sorgo foi a praga com maior ocorrência nas áreas avaliadas. A população atingiu o pico durante o estágio vegetativo das plantas e apresentou relação com a presença de predadores da família Syrphidae, que reúne as moscas-sirfídeo, também chamadas de moscas-das-flores.
As larvas desses insetos atuam como predadoras de pulgões. Joaninhas, da família Coccinellidae, também participaram do controle das populações observadas no estudo.
A pesquisa identificou que a ausência de aplicação de produtos químicos favoreceu a presença desses inimigos naturais. Com isso, a relação entre predadores e pragas contribuiu para manter a população dos pulgões sob controle.
A pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Simone Mendes destaca a necessidade de considerar as relações entre ambiente, pragas e organismos que atuam no controle biológico.
“Compreender essa dinâmica fornece subsídios à adoção de práticas agrícolas sustentáveis, uma vez que permite gerar informações valiosas destinadas ao desenvolvimento de estratégias de manejo de pragas”, afirma.
Chuva reduz população de pulgões
As condições climáticas também influenciaram a ocorrência dos insetos. Durante os períodos de chuva, os pesquisadores observaram redução na população de pulgões no campo.
Segundo Simone Mendes, a temperatura, a umidade relativa e a precipitação interferem na dinâmica populacional da praga.
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