O Brasil apresentou um déficit em conta corrente de US$ 2,230 bilhões em junho, conforme informações divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (28). O resultado é uma melhora em relação ao déficit de US$ 3,185 bilhões registrado em maio e ficou ligeiramente abaixo da mediana das projeções, que estimava um rombo de US$ 2,30 bilhões.
As estimativas do mercado, todas negativas, variaram de US$ 4,920 bilhões a US$ 1,70 bilhão. Em comparação com junho de 2025, o déficit também apresentou uma queda em relação ao rombo de US$ 5,177 bilhões do mesmo mês do ano anterior.
Menor déficit em junho desde 2023
De acordo com o Banco Central, este foi o menor déficit registrado para meses de junho desde 2023, quando o saldo ficou em US$ 1,390 bilhão. No acumulado de 2026, a conta corrente já soma um déficit total de US$ 27,477 bilhões.
Nos últimos 12 meses, o déficit em conta corrente passou de 2,60% do Produto Interno Bruto (PIB) em maio para 2,46% em junho. Essa é a menor proporção registrada desde setembro de 2024, quando o déficit era de 2,19% do PIB.
Componentes das contas externas
A composição das contas externas de junho indica um superávit na balança comercial de US$ 8,830 bilhões, conforme a metodologia do Banco Central. Por outro lado, a conta de serviços apresentou um déficit de US$ 5,133 bilhões, enquanto a conta de renda primária teve um rombo de US$ 6,466 bilhões. A conta financeira, por sua vez, registrou saldo negativo de US$ 3,012 bilhões.
Para o ano de 2026, o Banco Central projeta um déficit de US$ 56 bilhões nas transações correntes, o que representa 2,1% do PIB. Essa estimativa considera um superávit comercial de US$ 78 bilhões, além de déficits de US$ 56 bilhões na conta de serviços e de US$ 83 bilhões na conta de renda primária.
Os dados de junho demonstram uma redução do déficit em conta corrente tanto na comparação mensal quanto na anual, mantendo o superávit comercial e revisando a proporção em 12 meses para 2,46% do PIB.
Fonte: Estadão Conteúdo
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