Três cientistas receberam o Prêmio Nobel de Medicina nesta semana por sua contribuição revolucionária na área da optogenética, um método que permite controlar células cerebrais através da luz.

Origem e funcionamento

A descoberta teve início quando os cientistas Peter Hegemann e Georg Nagel identificaram um proteína sensível à luz em algas verdes. Em seguida, o neurologista americano Karl Deisseroth introduziu essa proteína geneticamente em células e estimulou-as com luz, criando assim a base para a optogenética.

Com controle sobre a luz, os cientistas podem acionar ou desligar sinais nervosos com precisão, permitindo estudar funções cerebrais específicas e potencialmente tratar condições como demência, depressão e cegueira.

Aplicações e perspectivas

A optogenética já foi utilizada para tratar distúrbios de memória e cegueira. Cientistas também vislumbram seu uso no tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas, além de possíveis avanços em compreensão da consciência e inteligência artificial.