Lula e Flávio Bolsonaro em atividades de campanha na cidade de São Paulo (SP), no primeiro turno das eleições Ricardo Stuckert e Vittor Sales As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) adotaram estratégias diferentes para mobilizar eleitores na reta final antes do primeiro turno, neste domingo (4). Enquanto o entorno de Lula faz apelos para aumentar o comparecimento às urnas e cria uma mobilização voltada ao eleitorado mais velho, a campanha de Flávio afirma não estar preocupada com a abstenção e aposta no voto útil. LEIA TAMBÉM: Quem são os candidatos para votar nas eleições de 2026?

Na sexta-feira (2), em evento em São Paulo, o presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, afirmou que a abstenção é uma preocupação e disse que a equipe tem usado as redes sociais para estimular o eleitorado a votar. "A abstenção tem sido um fenômeno mundial, tem a ver com essa coisa da descrença, da derrota da democracia representativa. O Brasil não está imune a isso.

Nós estamos trabalhando muito nas redes sociais, trabalhando para que a população vá votar", afirmou. O próprio Lula falou sobre o tema publicamente e fez apelo para os eleitores com mais de 70 anos —que não são obrigados a comparecer ao pleito— para que votem. Durante uma carreata no Rio de Janeiro, o presidente afirmou: "Desistiu da vida?

Levanta a bunda e vai votar, meu filho. Se não tem mais motivação pra viver, tem filho, tem filha, tem neto.