Desde o início do ano, os mercados brasileiros têm acompanhado de perto as eleições, refletindo as expectativas sobre o futuro da economia. Antes mesmo do pleito, as movimentações no dólar, na bolsa e nas taxas de juros têm sido constantes, em função das falas dos candidatos e das pesquisas eleitorais.
Impacto imediato
No último domingo (4), após a apuração das urnas, Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente de Lula (PT), com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%. Em consequência, o dólar caiu mais de 4% e a bolsa brasileira registrou sua maior alta diária desde março de 2020.
Segundo Rogerio Freitas, chefe de investimentos do ASA, os preços refletem expectativas sobre crescimento, inflação, juros e a trajetória fiscal. A eleição deixa essas variáveis em aberto, e cada pesquisa ou declaração altera as probabilidades de cada cenário.
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