Equipes de resgate estão ativamente buscando sobreviventes no sul do Japão após um terremoto devastador que resultou na morte de pelo menos 13 pessoas. O tremor, que ocorreu na área de Kumamoto, na ilha de Kyushu, foi registrado com magnitude de 7,1 pela Agência Meteorológica do Japão, enquanto o Serviço Geológico dos EUA mediu em 6,8.

Busca por sobreviventes em meio à destruição

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que os trabalhadores de resgate enfrentam uma "corrida contra o tempo" para alcançar aqueles que ainda estão presos sob os escombros. "Faremos o possível para encontrar e resgatar o máximo de pessoas que pudermos", declarou Takaichi.

Após o terremoto, um shopping center Aeon parcialmente destruído, localizado próximo à cidade de Kumamoto, foi o local de resgates dramáticos, com oito pessoas sendo retiradas dos escombros. Relatos indicam que uma explosão ocorreu cerca de uma hora após o tremor, e a Aeon informou que quatro trabalhadores do shopping ainda estão desaparecidos.

Takateru Sonoda, de 41 anos, proprietário de um salão de beleza e café nas proximidades, relatou à agência de notícias Jiji Press: "Eu pensei que uma bomba tivesse explodido. Havia pessoas chamando outras para evacuarem e sirenes soando. As estradas próximas estavam congestionadas, era um estado de pânico."

Impactos e danos significativos

Além das vítimas no shopping, sete pessoas continuam desaparecidas na fábrica da Nippon Paper Industries, onde uma chaminé desabou. O jornal Mainichi do Japão noticiou que quatro pessoas foram resgatadas dos escombros da fábrica, sendo que duas delas estavam gravemente feridas.

As consequências do terremoto são vastas, com quase 37 mil residências sem eletricidade e 9.500 sem gás. As redes de comunicação também estão inoperantes em algumas regiões, conforme informado pelo porta-voz do governo, Minoru Kihara. Mais de 9 mil pessoas deixaram suas casas e buscaram abrigo em mais de 500 locais designados.

As montadoras Toyota e Honda anunciaram a suspensão das operações em suas fábricas em Kumamoto até sexta-feira. A Toyota destacou em comunicado que a situação, incluindo as réplicas e os esforços de recuperação, está mudando diariamente e que a segurança é a prioridade máxima.

A Honda Motor informou que a suspensão permitirá a realização de reparos nas partes da fábrica danificadas pelo terremoto.