O cantor Jão, que recentemente lançou o álbum 'Memórias Póstumas', compartilhou sobre a perda de seu pai, Carlos Alberto Balbino, em junho, aos 61 anos. Em entrevista ao g1, ele destacou a surpresa com a forma como a morte ocorreu, em um dia comum, desafiando suas expectativas de um evento mais dramático.

Após uma turnê de sucesso em 2025, Jão decidiu fazer um hiato na carreira, afastando-se das redes sociais e de compromissos profissionais. A pausa foi uma preparação para lidar com a dor e o luto, mas a perda de seu pai o impactou de maneira profunda.

Reflexões sobre o luto e a criação artística

O artista de 31 anos revelou que, após a morte do pai, sentiu-se paralisado e evitou ouvir música, acreditando que isso não seria justo diante do seu sofrimento. No entanto, esse estado emocional eventualmente se transformou em uma vontade de criar. Jão descreveu um momento de libertação ao ouvir músicas de Lorde, que o levaram a chorar e a perceber que precisava se reconectar com a música.

Durante esse período, ele compôs mais de 50 músicas, expressando suas emoções sem a intenção de criar um álbum. Entre as faixas, estão canções que exploram diferentes perspectivas, incluindo homenagens ao pai e à avó. O disco é descrito como uma obra emocional que busca olhar para o futuro, com a capa representando a morte de forma cotidiana.

Colaboração e novos desafios

Além de lidar com a dor da perda, Jão também abordou sua relação com o namorado, Pedro Tófani, que colaborou na composição da faixa 'João', a primeira não escrita pelo cantor. A música, que traz uma mensagem melancólica, destaca a dinâmica do casal, que mescla vida pessoal e profissional.

Jão confirmou que fará um show de retorno no dia 25 de setembro, no Nubank Parque, em um formato 360 graus, algo que ele desejava há muito tempo. O artista reconheceu os desafios de realizar esse tipo de apresentação no Brasil, mas enfatizou a importância de estar próximo de seu público.

Com 'Memórias Póstumas', Jão busca honrar a memória de seu pai, refletindo sobre a vida e a morte de maneira sincera e íntima. Ele reafirma seu compromisso de escrever o que sente, mantendo um trato consigo mesmo de ser autêntico em sua arte.