Na noite de 24 de julho, Lazzo Matumbi realizou a gravação de seu primeiro álbum audiovisual, intitulado 'Matumbi canta a Bahia', na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. O evento marcou os 45 anos de carreira do cantor e compositor baiano, que nasceu em 24 de março de 1957.
Com a cidade de Salvador como cenário, Lazzo, também conhecido como Lázaro Jerônimo Ferreira, apresentou um show que misturou suas composições com clássicos da música baiana. Sob a direção artística de Manno Góes e direção musical do maestro Ubiratan Marques, o espetáculo foi uma celebração do samba-reggae e reggae, gêneros que Lazzo ajudou a popularizar.
Uma noite de celebração e ativismo
O show contou com momentos emocionantes, ressaltando o ativismo do cantor. Ao interpretar 'Alegria da cidade', uma de suas parcerias com Jorge Portugal, Lazzo emocionou o público ao afirmar que “A minha pele de ébano é / A minha alma nua”. O artista também cantou '14 de maio', que retrata a luta do povo negro após a abolição da escravatura, e destacou a importância da resistência e da identidade negra.
Durante a apresentação, Lazzo não se limitou a seu repertório, incluindo canções de outros compositores baianos, como 'Sim / Não' de Caetano Veloso e 'Brasil pandeiro' de Assis Valente. A escolha dessas músicas reforçou a conexão com a rica história musical da Bahia e a influência que esses artistas tiveram em sua própria trajetória.
Interação com o público e convidados especiais
A interação com o público foi uma constante durante o show. Lazzo contou com a participação de artistas como BNegão e a banda BaianaSystem, que contribuíram para o clima de celebração. O rapper Ravi Lobo também se juntou a ele para cantar 'Herança do quilombo', uma colaboração que enfatizou o ativismo presente na apresentação.
O espetáculo foi finalizado com o canto coletivo de 'Me abraça e me beija', um reggae que Lazzo compôs com Gileno Félix, que faleceu recentemente. A apresentação não apenas celebrou a carreira do artista, mas também a resiliência e a cultura do povo negro, transformando a Concha Acústica em um espaço de resistência e celebração.
O colunista e crítico musical do g1 esteve presente em Salvador a convite da produção do show, destacando a relevância do evento na cena cultural brasileira.
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