A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso Nossa Senhora aconteceu depois de muitas conversas entre ministros e de um acordo que deu sinais em várias direções. O ministro André Mendonça, relator do caso, conversou com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e com vários ministros da Corte e foi só a partir daí que ele decidiu mudar o voto. Primeiro, o ministro tinha votado a favor da retirada de mais de mil postagens que ele entendia que associavam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) à informação inverídica envolvendo nossa Senhora Aparecida, inclusive o post do humorista Antonio Tabet.
Depois, ele liberou o post de Tabet, reformulando seu voto e deixando mais claro o argumento da liberdade de expressão. Mendonça permite post de Tabet em decisão do TSE sobre postagens de N. Sra.
Aparecida Isso só aconteceu depois de muitas conversas internas. Ministros alertaram o relator que não mudar de voto implicaria passar mensagem duvidosa sobre liberdade de expressão, e tirar um post de um humorista que não cita o candidato deixaria isso muito claro. Além disso, estava claro internamente que, se ele mudasse, seria uma solução doméstica pra crise, enfraquecendo a atuação do STF posteriormente.
O ministro do STF e futuro vice-presidente do TSE, André Mendonça Alejandro Zambrana/Secom/TSE Essa atuação do STF foi feita até agora por dois ministros: Flavio Dino, que derrubou a primeira decisão monocrática de Mendonça; e Luiz Fux, que retomou a decisão de Mendonça.
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