Operação governamental causa violações de direitos humanos contra a comunidade LGBT+ na Turquia: Detenções, tortura e falta de água em presídios são denunciadas por ativistas.
A ampla operação do governo turco contra a comunidade LGBT+ resultou em prisões e denúncias de tortura e graves violações dos direitos humanos em presídios turcos. A escalada nas tensões começou em 12 de setembro.
Segundo a ONG Kaos GL, uma das maiores da Turquia, das quase 200 pessoas detidas desde o início da operação, a ONG estima que pelo menos 82 foram levadas a presídios.
“Eles estão em condições muito difíceis nas prisões”, afirmou Yildiz Tar, jornalista e integrante da ONG Kaos GL. “Enfrentaram tortura, foram colocados na solitária e ficaram sem água por cinco dias”, relatou.
Após a onda de detenções, manifestantes saíram às ruas em Istambul, Ancara e Izmir no dia 15, mas foram reprimidos pela polícia com violência.
A operação governamental incluiu bloqueios de acesso e censura a redes sociais e portais de notícias das organizações LGBT+, invasões de sedes de entidades civis e residências de membros das associações.
O governo turco justifica as ações alegando proteger a ‘instituição da família’, os ‘interesses das crianças’ e a ‘moral pública’. Os ativistas são acusados de ‘obscenidade’, ‘prostituição’ e ‘violação da Lei de Associações’.
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