A pesquisa científica tem buscado respostas para os desafios enfrentados nas propriedades leiteiras. Em Chapecó, Santa Catarina, mais de 100 trabalhos foram analisados a partir das principais demandas do setor. Parte desse conhecimento será discutido durante o simpósio de bovinocultura de leite, que acontece de 6 a 8 de outubro.

Frentes de pesquisa

As pesquisas abordam diferentes frentes, incluindo alimentação, pastagem, sanidade e manejo. Ao todo, foram recebidos 108 resumos científicos distribuídos em 11 áreas da bovinocultura, dos quais 92 foram selecionados para o simpósio. Os trabalhos se dividiram principalmente em quatro áreas temáticas: suplementação, forragicultura e pastagem, gestão e bem-estar, e sanidade.

Estudo de caso em Chapecó

Um dos estudos, desenvolvido por Larissa e Artur, focou em uma propriedade leiteira de Chapecó que enfrentava índices baixos de concepção e problemas reprodutivos. A investigação levou à análise da alimentação do rebanho e à presença de micotoxinas na silagem, que estavam impactando negativamente a reprodução dos animais.

Após identificar três principais micotoxinas na silagem, foi introduzido um sequestrante de micotoxina na dieta dos animais. Com isso, a taxa de prenhez dos animais aumentou de menos de 50% para mais de 70% em um mês. O simpósio também abordará os desafios da rotina das propriedades, discutindo temas como reprodução, nutrição e gestão, que são essenciais para a cadeia produtiva de leite no Brasil.