O Royal College of Nursing (RCN), principal sindicato de enfermeiros do Reino Unido, decidiu cortar suas relações comerciais com a Teva UK, uma divisão farmacêutica israelense, após pressões de grupos pró-Palestina.

Decisão do RCN

A decisão foi anunciada pela presidente do conselho executivo do RCN, Carmel O’Boyle, em uma carta enviada aos ativistas pró-Palestina. A entidade informou que não mais será parceira comercial da Teva UK e que a empresa não poderá patrocinar um evento sobre migrações e cefaleias agendado para outubro de 2026.

O RCN justificou a decisão com a necessidade de manter alinhamento com seus valores e princípios, citando irregularidades corporativas e operações da Teva Pharmaceuticals sob investigação.

Reações e Contexto

Nurses for Palestine e UK Healthcare Petitions to Royal Colleges (UKHPRC) comemoraram a decisão, argumentando que a Teva UK não deve ter lugar em organizações dedicadas à saúde e cuidados.

Outros grupos pró-Palestina agora estão pedindo que o Royal College of Pharmacy também rompa com a Teva UK.

A Teva UK, parte da multinacional Teva Pharmaceuticals, é um dos fornecedores de medicamentos mais importantes do Serviço Nacional de Saúde (NHS) britânico.