Nesta quinta-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, se reúnem na Casa Branca, em Washington, para discutir os próximos passos da relação entre as duas maiores economias do mundo.

Tarifas: uma trégua para ganhar tempo

A guerra comercial entre Estados Unidos e China levou as tarifas dos dois lados para a casa dos três dígitos, antes das reduções negociadas posteriormente. Um dos pontos em negociação é a retirada mútua de tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis.

A negociação também envolve questões como taxas cobradas de navios chineses em portos americanos e outras barreiras que afetam o transporte de mercadorias. Mudanças nas rotas de comércio entre as duas maiores economias podem alterar a concorrência por mercados e fornecedores, especialmente para produtos agrícolas e minerais.

Terras raras: o trunfo da China

As terras raras são um grupo de minerais usados em produtos como motores elétricos, eletrônicos, equipamentos de defesa, turbinas e componentes de alta tecnologia. A China domina boa parte dessa cadeia e tem usado controles de exportação como instrumento de pressão nas negociações com os Estados Unidos.

O país responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras, 85% do refino e 90% da produção de ligas e ímãs. Washington busca garantir um fluxo mais previsível de minerais críticos enquanto tenta desenvolver alternativas à cadeia chinesa. É nesse ponto que o Brasil entra na equação.