U.S. e Irã realizam negociações separadas com mediadores - Oficiais dos Estados Unidos e Irã tiveram encontros separados com mediadores na semana passada, buscando encerrar sete meses de conflito. Enquanto isso, as exportações de petróleo do Oriente Médio atingiram níveis recorde desde o início da guerra.

A reunião ocorreu em Nova York, onde o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, se encontrou com mediadores qataris. Araghchi afirmou que espera uma resposta americana até a próxima segunda-feira e que as conversas abordaram ideias para resolver as condições iranianas.

A proposta iraniana, apresentada durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, sugere um prazo de quatro a cinco dias para a liberação de fundos congelados, alívio das sanções sobre o petróleo iraniano e fim do bloqueio naval de portos iranianos, com negociações nucleares iniciadas em sete dias. Teerã vincula a reabertura do Estreito de Ormuz a essas medidas.

O presidente Donald Trump classificou o plano como 'inaceitável' e rejeitou-o, afirmando que a pressa da Irã reflete a pressão econômica que enfrenta. Em sua conferência de imprensa na Casa Branca, Trump mencionou que seus assessores falaram com mediadores, mas não detalhou mais.

As exportações de petróleo do Oriente Médio aumentaram para cerca de 80% dos níveis pré-conflito, segundo dados de Kpler. No entanto, o Estreito de Ormuz ainda não está em seu ritmo normal, com apenas 10.591 mil barris por dia sendo liberados no sábado, comparado com 17.133 mil barris por dia antes do conflito.

A situação persistente está impactando os mercados de combustíveis nos Estados Unidos, com preços de diesel a gasolina próximos de um recorde de US$ 6,53 por galão. O governo Trump está considerando uma proibição de exportações, o que manteria cerca de 1,2 milhões de barris por dia no país e aumentaria o risco de esgotamento de armazenamento.