O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, realiza conversas significativas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, visando consolidar compromissos para reforçar as defesas antimísseis de Kyiv. A visita ocorre em um momento crucial na guerra em curso entre Rússia e Ucrânia.

Recentemente, o prefeito de Moscou informou que a capital russa foi alvo de 390 drones em um curto período, evidenciando a intensificação da ofensiva russa. Zelensky planeja pressionar Trump sobre o apoio concedido anteriormente, que inclui a possibilidade de a Ucrânia obter uma licença para produzir mísseis interceptores Patriot.

Demandas por interceptores Patriot

A Ucrânia tem enfrentado um aumento nos ataques de mísseis balísticos, especialmente em sua capital, e Zelensky enfatizou a necessidade urgente de interceptores. Os mísseis Patriot estão entre os itens mais desejados pelo líder ucraniano, mas a produção conjunta desses sofisticados interceptores PAC-2 e PAC-3 em solo ucraniano envolve um complexo processo político, legal e técnico.

Na semana anterior à visita de Zelensky, uma delegação da fabricante americana Raytheon esteve em Kyiv, e o presidente ucraniano afirmou que a empresa demonstrou disposição para elevar a parceria entre os dois países.

Reuniões em Washington e contexto regional

Após o encontro com Zelensky, Trump terá outra reunião importante com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Este será o primeiro encontro pessoal entre os dois desde o início do conflito com o Irã, que teve início no final de fevereiro. Tanto Zelensky quanto Netanyahu estão em Washington para participar do funeral do senador Lindsey Graham, que faleceu recentemente aos 71 anos.

O conflito na Ucrânia também parece ter intersecções com a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, especialmente após a Ucrânia ter atacado um navio de carga iraniano no Mar Cáspio. O governo ucraniano considera o Irã um “acompanhante direto da agressão russa contra a Ucrânia” e afirma ter evidências de que a Rússia compartilhou imagens de satélite com Teerã, permitindo que o país atacasse instalações militares dos EUA e estados do Golfo.

Trump declarou que investigará a veracidade dessas alegações, afirmando que, se confirmadas, não teriam impacto significativo. Enquanto isso, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, reportou que mais de 390 drones ucranianos miraram a região, com a maioria sendo interceptada pelas defesas aéreas russas.

Desde o último contato entre Zelensky e Trump, em julho, a Ucrânia tem intensificado ataques a centros logísticos, afetando empresas de e-commerce na Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os inimigos da Rússia recorrem a “métodos terroristas” contra civis, mas que não conseguirão quebrar a determinação do povo russo. Em um contexto de crescente pressão internacional, o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, sugeriu que um acordo de paz poderia ser alcançado se a guerra fosse interrompida para que negociações fossem realizadas.