A família de Kaylee Goncalves, uma das vítimas de Bryan Kohberger, manifestou sua indignação após a revelação de que ele está contestando sua condenação por quatro assassinatos de estudantes no estado de Idaho, nos Estados Unidos.

Kohberger foi sentenciado no ano passado a quatro penas consecutivas de prisão perpétua, após se declarar culpado das acusações relacionadas aos assassinatos ocorridos em novembro de 2022. Recentemente, em entrevista ao New York Times, ele anunciou que estava revertendo sua declaração de culpa, que havia feito para evitar a pena de morte, alegando que sua decisão foi baseada em "promessas falsas e desinformação flagrante".

Reação da família das vítimas

A família Goncalves, em comunicado, descreveu Kohberger como um "narcisista" que aparentemente mudou de posição. Eles afirmaram: "Ele escolheu não deixar seu destino - ou os fatos do caso - nas mãos de um júri." Além disso, ressaltaram que Kohberger nunca alegou estar mal informado ou pressionado, e não sugeriu que havia problemas com os materiais de descoberta que ele e sua defesa revisaram ao longo de dois anos.

Os membros da família expressaram que "a verdadeira tragédia" é a quantidade de atenção que Kohberger está recebendo, em detrimento das vítimas. Kaylee Goncalves, Ethan Chapin, Xana Kernodle e Madison Mogen foram brutalmente assassinados em sua casa fora do campus da Universidade de Idaho em 13 de novembro de 2022, um crime que chocou a pequena cidade de Moscow e ganhou destaque nacional por quase dois meses, até a prisão de Kohberger.

O caso e a investigação

Kohberger, que era estudante de doutorado em criminologia na Universidade Estadual de Washington, nunca apresentou um motivo claro para o ataque. As investigações não conseguiram ligá-lo diretamente às vítimas, embora tenham apresentado evidências contundentes que o colocaram na cena do crime. Em sua nova declaração ao New York Times, Kohberger afirmou que estava se declarando inocente e que estava oferecendo aos promotores outra oportunidade para solicitar a pena de morte, caso desejassem.

O Procurador-Geral de Idaho, Raúl Labrador, prestou homenagem às famílias das vítimas, afirmando que elas já enfrentaram uma perda inimaginável e agora precisam lidar com as notícias profundamente dolorosas do dia. Em sua declaração, Labrador destacou: "Meu escritório está pronto para fazer o que for necessário para garantir que a justiça seja totalmente cumprida."