Banco Master usou empresa fictícia para simular bilhões em consignados. A Polícia Federal (PF) descobriu um esquema envolvendo o Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, e a empresa Tirreno, que teve seu capital social aumentado de R$ 100 para R$ 30 milhões em apenas alguns meses.

Tirreno foi usada para simular operações bilionárias. A empresa, criada em 2024, teve seu nome alterado e atividade mudada em dezembro do mesmo ano. No entanto, os contratos bilionários foram assinados antes da mudança formal, em 2025, por André Felipe de Oliveira Seixas Maia.

A investigação mostrou que os valores eram registrados internamente pelo próprio banco, enquanto mais de 1 milhão de contratos eram lançados no sistema do Master para formar uma carteira de crédito atribuída à Tirreno. Os créditos eram posteriormente revendidos ao Banco de Brasília (BRB), que comprou as carteiras sem checagem adequada.