Charley Hull e Lottie Woad são as esperanças britânicas para a conquista do título no AIG Women's Open, que ocorre em Royal Lytham e St Annes. Hull, que começou a semana de forma descontraída ao fazer uma brincadeira com seu caddie sobre um prêmio de loteria, enfrenta a pressão da expectativa após várias colocações próximas em torneios importantes.

Na conversa com a BBC Sport, Hull compartilhou um momento cômico com seu caddie Adam Woodward, que acreditou ter ganho um prêmio de £100.000, apenas para descobrir que se tratava de uma brincadeira. "Ele ficou tão animado, mas depois a realidade caiu", comentou a jogadora. Hull, que já foi vice-campeã em cinco torneios majors, busca a primeira vitória em um evento desse porte.

Desafios e expectativas para Hull

O torneio deste ano é uma oportunidade para Hull continuar a tradição de sucesso britânico no Women's Open, que contou com a vitória de Catriona Matthew em 2009 e Georgia Hall em 2018. Apesar de sentir a pressão, Hull reconhece que precisa manter a perspectiva. "É frustrante, mas no final do dia, é apenas golfe. Não vou morrer se errar um golpe", afirmou.

A jogadora de 30 anos destacou que seu desempenho no último US Open, onde terminou em segundo lugar, mostrou que ela tem potencial para vencer um major. "Eu fiz putts que poderiam ter me dado a vitória, mas Nelly Korda jogou muito bem naquela semana", lembrou. Este ano, Hull conquistou o Saudi Ladies International, mas a consistência tem sido um desafio devido a lesões.

Woad em ascensão no golfe feminino

Lottie Woad, de 22 anos, também é uma das favoritas e chega ao torneio com um histórico promissor. Após sua vitória no Scottish Open no ano passado, Woad se destacou como uma jogadora a ser observada. Embora tenha terminado em uma posição baixa na defesa do título escocês na semana passada, ela se sente mais preparada para o desafio em Lytham.

Woad, que já está classificada como a quinta do mundo, aprendeu a lidar com a pressão e as expectativas. "É fácil ficar frustrada, mas estou aprendendo a não ser tão dura comigo mesma", disse. Ela se inspirou em Georgia Hall, que também venceu o Women's Open aos 22 anos, e sonha em repetir esse feito.

Com a expectativa de torcedores locais, tanto Hull quanto Woad têm a chance de fazer história. A vitória de uma delas não apenas traria alegria para o público, mas também reforçaria a tradição de campeãs britânicas no golfe feminino.