Navi Pillay, ex-juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI), foi premiada com o Nobel da Paz de 2026, mas sua atuação agora é alvo de sanções do governo dos Estados Unidos.

Pillay e sua contribuição

A jurista sul-africana, conhecida por sua luta contra o apartheid e por julgar o genocídio em Ruanda, presidiu a comissão da ONU que concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza.

Sylvia Steiner, que trabalhou ao lado de Pillay no TPI, afirma que a decisão do governo americano é 'atípica e extremamente preocupante', ameaçando a independência da Justiça internacional.

Reações e contexto

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ameaçou que o TPI será forçado a cessar suas atividades ou será fechado.

Segundo o Comitê Norueguês do Nobel, Pillay foi escolhida por sua contribuição para a ordem jurídica internacional e responsabilização por crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade.