O papa Leão XIV afirmou neste sábado (10) que a pena de morte é 'inadmissível' e representa um ataque à dignidade humana. A declaração ocorre em meio à polêmica provocada pelos planos do governo dos Estados Unidos, país natal do pontífice, de transmitir ao vivo a execução de um ex-militar condenado por matar 13 pessoas.

Sem mencionar diretamente o governo americano, Leão XIV defendeu que é possível proteger a sociedade e garantir a aplicação da Justiça sem recorrer à execução de condenados. Em publicação no X, o papa afirmou que os sistemas prisionais atuais permitem proteger a população sem retirar dos condenados a possibilidade de redenção.

Vaticano critica transmissão de execução

Na sexta-feira (9), o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, criticou diretamente a proposta americana e afirmou que transformar uma execução em espetáculo é inaceitável.

A proposta do Pentágono também recebeu críticas de representantes da Igreja nos próprios Estados Unidos. O presidente da Conferência dos Bispos Católicos americanos, arcebispo Paul Coakley, manifestou choque e profunda tristeza com o anúncio.