Propostas dos candidatos para limitar supersalários e penduricalhos no funcionalismo público. A discussão sobre os salários excessivos e benefícios indiretos no funcionalismo público ganhou destaque na campanha eleitoral.

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2025, essas verbas indenizatórias custaram mais de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Além disso, a Emenda Constitucional 41/2003 estabeleceu que nenhum servidor deveria receber acima do subsídio de ministro do STF, mas hoje esse limite se inverteu, com 85,1% na magistratura, 89,1% no Ministério Público, 72,2% nas defensorias e 52,8% na advocacia pública.

Propostas dos candidatos

Lula (PT): O plano de governo do candidato do PT não menciona diretamente o tema dos supersalários ou penduricalhos. No entanto, foca na valorização do servidor de base, promoção de concursos públicos e diálogo com entidades sindicais e trabalhistas.

Flávio Bolsonaro (PL): O senador defende a combate aos penduricalhos e supersalários como parte de uma Reforma Administrativa para modernizar a carreira do servidor, incluindo a redução de gastos administrativos.

Ronaldo Caiado (PSD): O candidato propõe combater os supersalários e penduricalhos, aplicando o teto constitucional de forma efetiva em todos os Poderes e órgãos, além de transparência nas parcelas remuneratórias e responsabilização por pagamentos incompatíveis com a Constituição.

Augusto Cury (Avante): O plano de governo do candidato do Avante não menciona diretamente o tema dos supersalários ou penduricalhos. Defende a modernização da administração pública, redução de custos, mecanismos permanentes de avaliação de desempenho e adoção de tecnologia para eficiência do Estado.