O personagem Pantera Negra, ícone da cultura pop desde 2018, ganha um novo intérprete: David Jonsson foi escolhido para assumir o papel de T’Challa, filho do falecido Chadwick Boseman, no terceiro filme da saga.

Com um legado de mais de US$ 1,3 bilhão em bilheteiras e três Oscars, a franquia Pantera Negra se tornou um símbolo de excelência e representação negra no cinema. A escolha de Jonsson, anunciada durante a Comic-Con em San Diego, gerou uma recepção entusiástica, com a plateia entoando “Wakanda forever” ao vê-lo no palco ao lado do diretor Ryan Coogler.

Ascensão de David Jonsson

Segundo o presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, Coogler recomendou Jonsson para o papel há seis meses, afirmando que sentiu uma conexão imediata com o ator após conhecê-lo. “Ele é o cara”, disse Coogler. “Eu senti isso na minha alma. Ele é um bom homem e é o próximo Pantera Negra.”

Jonsson, de 32 anos, cresceu na região de Custom House, em Newham, Londres, e é o mais novo de quatro filhos. Sua trajetória não foi fácil: expulso da escola na adolescência, ele encontrou na atuação uma forma de se expressar e se redimir. “Eu não era um garoto mau, apenas estava um pouco distraído na época”, comentou em entrevista.

Carreira e impacto cultural

O ator começou sua jornada artística em uma nova escola em Hammersmith, onde se envolveu com peças escolares. Aos 16 anos, conquistou uma bolsa na American Academy of Dramatic Arts, em Nova York, e, ao retornar ao Reino Unido, integrou o National Youth Theatre e, posteriormente, a Royal Academy of Dramatic Art.

Jonsson ganhou notoriedade em 2021 com sua atuação em “And Breathe …”, que lhe rendeu um Black British Theatre Award. Seu papel mais notável até agora foi como Gus Sackey na série “Industry”, sobre a luta de jovens graduados em um banco de investimentos em Londres. Desde então, sua carreira deslanchou com papéis em filmes como “Rye Lane” e “Murder Is Easy”, além de participar de produções como “Alien: Romulus” e “Wasteman”.

O ator tem consciência do peso que seus papéis carregam, afirmando: “Eu sou um homem negro primeiro em todos os personagens que interpreto”. Ao aceitar um prêmio Bafta, ele refletiu sobre a importância de sua representação na tela e a necessidade de mais diversidade na indústria cinematográfica.

Paul Roseby, CEO do National Youth Theatre, elogiou Jonsson, destacando seu talento e generosidade. “Ele é eletrizante e continua a brilhar como criativo e pessoa”, afirmou.

A transição do manto de Pantera Negra já ocorreu anteriormente, quando Letitia Wright assumiu o papel de Shuri em “Black Panther: Wakanda Forever” (2022). Agora, Jonsson representa a nova geração da família real de Wakanda, herdeiro de um legado significativo.