Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o Japão na terça-feira (29), resultando no desabamento do teto de um shopping no sul do país, onde dezenas de pessoas ficaram presas. Funcionários e clientes relataram um "cenário de pânico" enquanto tentavam escapar após uma explosão que precedeu o colapso.
Operações de resgate em andamento
Equipes de resgate conseguiram retirar oito pessoas dos escombros na madrugada de quarta-feira, com três delas já sem vida. As autoridades japonesas confirmaram que o número total de mortes chegou a 13 em decorrência do terremoto. A operadora do shopping, Aeon, está investigando um possível vazamento de gás que pode ter contribuído para a explosão que danificou o prédio.
Sobreviventes descreveram momentos aterrorizantes. Takateru Sonoda, proprietário de um estabelecimento, afirmou à agência de notícias Jiji Press: "Pensei que uma bomba tivesse explodido". Ele relatou que as sirenes soavam enquanto as pessoas pediam evacuação. Um funcionário do cinema do shopping, de 22 anos, disse que a poeira levantada pelo tremor intensificou o pânico entre os presentes.
Impacto do terremoto e medidas de segurança
O presidente da Aeon, Akio Yoshida, informou em coletiva de imprensa que aproximadamente 3.000 clientes foram evacuados em meia hora após o tremor, mas algumas pessoas ainda estavam no local quando a explosão ocorreu 50 minutos depois. Yoshida declarou: "Confirmamos que todos os clientes haviam sido evacuados. Acreditávamos que os funcionários também tivessem saído, mas descobriu-se mais tarde que algumas pessoas haviam permanecido lá dentro ou retornado por algum motivo".
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, destacou a urgência das operações de resgate, mobilizando cerca de 170 soldados para ajudar nas buscas. Inicialmente, policiais e bombeiros hesitaram em entrar nos escombros devido ao risco de novos desabamentos, especialmente com as réplicas sísmicas ocorrendo na região.
O shopping, o maior da província, havia reaberto no mês anterior após reformas que incluíram reforços sísmicos, em resposta a um terremoto devastador que ocorreu na mesma região em 2016. Imagens do local mostram grandes partes do teto desabadas e móveis espalhados pelo chão.
Autoridades relataram a percepção de odor de gás no local, e a Aeon confirmou que o shopping utilizava gás liquefeito de petróleo (GLP), que passou por inspeções de segurança recentemente. Embora o sistema de gás tenha protocolos de segurança para interromper o abastecimento em caso de anomalias, Yoshida afirmou que a possibilidade de a explosão ter sido causada por gás era "muito alta", mas ressaltou que investigações detalhadas são necessárias para determinar a causa exata.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.