A Amazon Leo revelou nesta segunda-feira (27) sua proposta de lançar uma constelação de até 5.105 satélites, com o objetivo de oferecer conectividade direta entre satélites e smartphones, permitindo chamadas de voz e transmissão de dados. A informação foi divulgada pela Reuters.
Conectividade em áreas remotas
A nova rede permitirá que usuários realizem chamadas, enviem mensagens, acessem a internet e utilizem serviços de emergência em regiões que não possuem cobertura das redes celulares convencionais. A previsão é que a implantação dos satélites inicie em 2028.
A Amazon já protocolou um pedido à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para obter a aprovação rápida do projeto. Até o momento, a FCC não se manifestou sobre o pedido.
Parcerias e competição no mercado
O serviço será disponibilizado em colaboração com operadoras de telefonia móvel em diversos países e utilizará o espectro de satélite da Globalstar, que a Amazon concordou em adquirir no início deste ano. A Globalstar já oferece conectividade direta entre dispositivos, beneficiando milhões de usuários de produtos da Apple com serviços como mensagens de emergência e compartilhamento de localização.
Essa iniciativa da Amazon amplia seus planos para além da internet via satélite e intensifica a concorrência no mercado de conectividade direta para smartphones. Empresas como SpaceX, AST SpaceMobile e Lynk Global também estão desenvolvendo serviços semelhantes para comunicação entre satélites e celulares.
No entanto, a crescente escassez de capacidade para lançamentos de foguetes representa um desafio significativo para a implementação da nova geração de constelações de satélites. A Amazon Leo já se associou a empresas como Vodafone, DirecTV, Herotel e a National Broadband Network, da Austrália, para potencializar sua atuação no setor.
Atualmente, a Amazon Leo está implementando seu sistema de internet via satélite de primeira geração, com aproximadamente 390 satélites já em órbita. A empresa planeja iniciar a oferta do serviço fixo nas primeiras áreas de cobertura ainda neste ano.
Em março, o presidente da FCC respondeu às críticas da Amazon em relação ao plano da SpaceX, que pretende lançar uma constelação com até 1 milhão de satélites. Ele sugeriu que a Amazon deveria focar em organizar seus próprios lançamentos e sua própria constelação, em vez de se preocupar com concorrentes que estão avançando rapidamente, como a SpaceX, que já opera sua subsidiária Starlink.
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